sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

BURT LANCASTER - BIOGRAFIAS



Burton "Burt" Stephen Lancaster (Nova Iorque2 de novembro de 1913 — Los Angeles20 de outubro de 1994) foi um ator e produtor de cinema dos Estados Unidos.


Viveu a sua infância no Spanish Harlem, um bairro pobre da cidade de Nova York e os seus pais eram descendentes de protestantes irlandeses.
Na juventude foi um craque no basquete e tinha um físico musculoso e 1,85 m de altura. Começou no picadeiro como acrobata e durante dez anos se apresentou em feiras, circos e em shows de variedades com o Ringling Brothers Circus.
Começou no cinema em 1946, trabalhando com o diretor Robert Siodmak, com quem faria ao todo três filmes. Atuando em filmes de acçãothrillers e westerns, movendo-se gradualmente para papéis mais exigentes e sérios e para o cinema europeu, à medida que ia ganhando prestígio. Participou em dezenas de filmes dos anos 1940 aos anos 1980 e seu talento foi reconhecido quando ganhou o Oscar de melhor ator em 1960 pela interpretação de um caixeiro-viajante e ex-estudante de Teologia no filme Entre Deus e o Pecado. Nesse mesmo ano, trabalhou com John Huston em O Passado não Perdoa.
Foi nos anos 1950 que alcançaria a maior popularidade, tendo sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator, de 1953, pela atuação no filme "A Um Passo da Eternidade". Receberia mais três indicações: em 1960 pelo já citado Entre Deus e o Pecado; em 1962 por O Homem de Alcatraz e em 1980 por Atlantic City. Além das interpretações dramáticas, Lancaster brilhou em filmes nos quais podia exibir sua excelente forma atlética, como no drama Trapézio (1956).
Além da reputação de um ator sempre eficiente, Lancaster foi também um empresário ambicioso e bem sucedido e realizou várias produções independentes com sucesso. O filme Marty, vencedor do Oscar de 1955, foi produzido pela companhia de Harold Hechte Burt Lancaster; foi produzido com um pequeno orçamento, pois precisavam de um filme que "perdesse dinheiro", devido aos impostos. Mediante, porém, o sucesso de crítica, investiram mais na promoção e na publicidade, e o filme foi um sucesso no Oscar e em Cannes.[1]
Em 1962 ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza pela sua atuação em O Homem de Alcatraz.
Além de ator e produtor, Burt Lancaster era também um empenhado ativista liberal, falando várias vezes em nome das minorias. Em 1963 participou de uma marcha organizada por Martin Luther King e foi sempre um defensor das causas indígenas.
Também dirigiu dois filmes: The Kentuckian em 1955 e The Midnight Man em 1974.
Protagonizou uma das cenas mais lembradas do cinema até hoje: o ardente beijo no mar com a atriz Deborah Kerr em A Um Passo da Eternidade, um dos seus maiores sucessos no cinema.
Trabalhou com alguns dos maiores cineastas de seu tempo, como Bernardo BertolucciLuchino ViscontiLouis MalleJohn FrankenheimerStanley Kramer e John Huston. Construiu assim uma carreira sólida e é reconhecido como um dos maiores atores de sua geração.
Acredita-se Burt Lancaster que fosse bissexual, e teria tido relações com outros atores famosos como Cary Grant e Rock Hudson. Depois de uma operação de urgência no coração, teve uma trombose cerebral em 1990, que o deixou numa cadeira de rodas. Morreu em Los Angeles em 1994, de ataque cardíaco. Encontra-se sepultado no Westwood Village Memorial Park CemeteryLos AngelesCondado de Los AngelesCalifórnia nos Estados Unidos.[2] Possui uma estrela na Calçada da Fama.


Filmografia



Curiosidades


  • Burt Lancaster ocupa a 19ª posição masculina na Lista das 50 Maiores Lendas do Cinema, divulgada pelo American Film Institute em 1999.
  • Foi a primeira escolha de Cecil B. DeMille para o papel de Sansão em "Sansão e Dalila". O papel ficou depois com o ator Victor Mature.
  • Em 1947 foi-lhe oferecido o papel de Stanley Kowalski na montagem original na Broadway de "Um Bonde Chamado Desejo", depois que a primeira opção para o papel, John Garfield, foi rejeitada por exigir uma parcela dos lucros da produção. Ele não aceitou o papel que ficou para Marlon Brando e fez dele uma lenda.
  • Não aceitou o papel principal em "Patton" (1970), por ser contrário ao envolvimento americano na Guerra do Vietnam, mas lutou para conseguir um papel no próximo filme do roteirista de "Patton", Francis Ford Coppola, o de um certo "Don Corleone" no filme "O Poderoso Chefão". Ele ofereceu-se para fazer um teste e, mesmo com a Paramountinteressada em dar-lhe o papel, Coppola preferiu escolher Marlon Brando. O curioso é que, tanto George C. Scott, escolhido para o papel de Patton, quanto Marlon Brando, como Don Corleone, ganharam (e recusaram) o Oscar de Melhor Ator pelos papéis.
  • Tentou levantar financiamento por quatro anos para o filme de Hector Babenco"O Beijo da Mulher Aranha" (1985), baseado na novela de Manuel Puig, após Babenco ter-lhe dado a novela na Cerimônia da Sociedade de Críticos de Cinema de Nova York, em 1981. Lancaster pretendia interpretar o papel de Molina, o cabeleireiro gay que divide a cela com Valentin, um prisioneiro político. No entanto, Lancaster sofreu um ataque cardíaco em Junho de 1983; com a idade de 70 anos, ele era essencialmente "inasegurável". Teve de desistir de diversos papéis na época, inclusive deste. O filme foi rodado posteriormente, por menos de 1 milhão de dólares, com William Hurt vivendo o papel que seria de Lancaster. Hurt ganhou o Oscar de Melhor Ator por este papel.


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